Por definição, monitoramento ambiental é um conjunto de ações que têm por objetivo o acompanhamento contínuo e sistemático do comportamento de fenômenos, eventos e situações específicas, cujas condições desejamos identificar, avaliar e comparar.

As aplicações dos processos de monitoramento ambiental vêm se tornando uma crescente, sendo demandado em todos os ramos da atividade econômica, sobretudo, nas atividades agrícolas, silviculturais, industriais e urbanas, como ferramenta básica da gestão ambiental, na identificação de contaminantes, acompanhamento de ações de mitigação, na busca do entendimento da relação das ações do homem com o ambiente natural, bem como o resultado de programas, projetos e instrumentos legais que buscam manter as condições ideais dos recursos naturais ou recuperar áreas e sistemas específicos.

O monitoramento ambiental também pode ser considerado como pré-requisito básico para o sucesso de qualquer sistema de gestão, já que permite a obtenção de informações estratégicas que facilitam a tomada de decisões, o acompanhamento das medidas mitigadoras e a elaboração de cenários. Assim, um banco de dados com registros de todos os monitoramentos feitos em uma determinada bacia hidrográfica, por exemplo, é importante para o acompanhamento da evolução da sua condição ambiental, servir de base para novos estudos, ações preventivas, outorgas, licenciamentos e base para certificações diversas.

Para que o monitoramento ambiental atinja o sucesso esperado necessitamos de uma seleção prévia de variáveis que expressem as condições qualitativas ou quantitativas do que será medido e avaliado, os chamados indicadores, que devem descrever de forma compreensível e significativa do estado dos recursos naturais. A escolha destes indicadores parte sempre de necessidades específicas para cada tipo de atividade desenvolvida, os objetivos do monitoramento, o que será monitorado e que tipo de informações que se pretende obter. Os objetivos do monitoramento geralmente estão associados à avaliações quantitativas e qualitativas no solo, no ar e na água, incluindo suas adequações para os diversos usos a que se destinam. Em algumas situações, ações de monitoramento podem ser recomendadas diante da necessidade de avaliação de problemas específicos, gerados no passado.

Um caso típico da utilização de parâmetros indicadores é o monitoramento de recursos hídricos, onde é necessário o acompanhamento das alterações na qualidade da água e no volume disponível, servindo como subsídio para os instrumentos de gestão. O monitoramento contínuo de todos os parâmetros de qualidade de água recomendados despenderia uma enorme quantidade de recursos. Conhecendo-se o comportamento do curso d’água ao longo do tempo podemos definir quais parâmetros são mais sensíveis às alterações de qualidade. Com o seu acompanhamento sistemático, ele nos evidencia quando a ocorrência de algum evento de contaminação, por exemplo, indicando que devemos ai sim aprofundar o monitoramento para identificar a causa da alteração.

Por fim devemos nos lembrar de que o monitoramento ambiental exige persistência e tempo suficiente, que varia muito de acordo com os objetivos do monitoramento e é fundamental para que possamos adquirir dados suficientes para o completo entendimento dos sistemas naturais e seu comportamento, possibilitando a tomada de decisões corretas.

 

Por Fernando F. Barros Ferraz e Mateus Trez

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